devagar conquisto o cálice da minha pasmaceira
há troféus que me acompanham na lentidão
dos meus pensamentos e por isso me deixo arrastar.
passo a passo, bebo a fleuma que se esconde
nos ossos desta minha carcaça inútil. o sono
é agora a minha profissão, porque tudo segue
então sem ritmo, num embalo terrestre, sombrio,
muito calmo. escrevo, deitado sobre a secretária,
como se as palavras fossem bébés inocentes
e precisassem de descansar. e assim
um carinho me toma e recai sobre elas
com indolência, eternamente, iluminado
por luzes tão intensas que cansam os olhos.
entrego por fim os meus sonhos, guardados,
silenciosamente, por baixo da minha almofada,
àquela noite, tão especial que durará para sempre.
!
terça-feira, agosto 01, 2006
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